terça-feira, 25 de abril de 2017

Vida em Pausa

      Fazem um ano e praticamente um mês que estou com a minha vida em pausa... Triste constatação... Uma vida pausada, um ano que passou e não existiu... 
      
       A vida não é curta, costuma-se dizer que sim, mas não é, ela tem o tempo necessário para nossa evolução e como custamos muito a evoluir, achamos que a vida é curta demais. Pensamos muito em usufruir e esquecemos de evoluir, e por isso mesmo não queremos que a vida acabe e sim que seja infinita... Lamento dizer que a vidana terra é realmente infinita até que consigamos evoluir ao ponto de sermos e vivermos plenos de amor,compaixão e gratidão... Depois seguimos vivendo, mas em planos elevados, esta evolução leva tempo... Bastante tempo... Então fico pensando... E este tempo que se perde? E este um ano e um mês que minha vida pausou? Vai fazer falta na minha evolução? E agora?
       
       São tantos questionamentos que muitas vezes minha cabeça dói... As ideias se embolam, bate tristeza, dor, pânico... Mas daí me questiono... Será que minha vida está pausada só este tempo? Ou ela vem dando sinais de falha até que chegar o ponto da pausa? O que fazer agora?
       Penso, reflito, minha cabeça sai fumaça... Mas constato... Minha vida estava falha já há muito tempo... Deixei ela de lado... Sobrevivo há tempos, e isto com certeza está a prejudicar minha evolução... Triste constatação...
       Força para levantar? Não... Quem se permite sobreviver apenas, por tanto tempo não tem força suficiente par levantar e agir...

       É... Depois de constatar que minha vida está parada há tanto tempo, que coloquei fora preciosos anos e chances de evolução, o que me resta é mesmo que engatinhando ir em busca de mim mesma, de quem realmente sou é chegado o momento de parar com a procrastinação e  dar um play...

sábado, 9 de janeiro de 2016

Amadurecendo...

 Não sei como nem onde foi que minha vida mudou.... Ou melhor que minha alma mudou, evoluiu.... 

     Sempre ouvi  frases feitas sobre a vida, sobre como viver, sobre como era amar.... Mas sempre me senti muito frustrada, afinal na minha vidinha nada daquilo acontecia.... Eu não amava, não era  amada , poderia existir algo mais frustrante do que isso?? Que vida infeliz eu tinha! Nunca conseguia ter nem a metade do que o pobre mais pobre de uma novela tinha?? Nem material, nem de vivências amorosas e relacionadas a família e amigos...

     Gente! Hoje sem mais nem porquê, entendo muita coisa, não comparo mais minha vida com uma novela, é claro,  aliás, nem acompanho novela, apenas vivo e não procuro também seguir frase feita ou filosofia de botequim, apenas abro meu olho pela manhã e tenho gratidão por mais um dia, pela perfeição do corpo que carrega a minha alma atormentada de dúvidas, gratidão pela perfeição do universo e pela oportunidade de aprender um pouco mais a cada momento vivido.... E foi assim que descobri o amor!!  

     O amor está na criação, o amor está em tudo aquilo que se dá e não se espera retribuição....O amor sou eu, o amor és tu, o amor é a formiguinha, a borboleta, a abelhinha....
         
         O amor foi um sentimento que ficou tão grande tão insuportavelmente grande que não coube mais em si e se partiu em pedaços formando seres perfeitos e inteiros mas que os que sendo humanos não se compreendem e não se usam (não se amam), os bichinhos sabem que são amor, pois eles não precisam pensar, apenas viver....
     
        E eu aqui em meio a eles me dou conta que aprendi a viver justamente no momento que comecei a respeitá-los. Interessante não? Foi através deles que consegui entender que eu sou amor materializado...

     Pode parecer estranho eu ter desenvolvido este apego e proteção pelos animais e não pelas pessoas, mas a alma do animal é tão pura que se assemelha a de Jesus.... O animal tem gratidão, tem amor.... Ele tem pureza, não faz o mal a não ser por instinto de sobrevivência, o ser humano é  sórdido, cruel..... Faz maldade com consciência.... 

     Eu não costumo me apegar... E eu falo, bah, não sou de me apegar em ninguém... As pessoas levam isto para o lado da indiferença, quando na verdade é auto proteção. Eu sou meio bicho... Faço pelas pessoas o que elas precisam, não espero que me retribuam... Mas "abano o rabinho" quando me dão carinho e atenção verdadeiros... E fico ferida lá no fundo da minha alma quando levo "chutes e pontapés" dos humanos(quando alguém me magoa, decepciona, me usa...) e qualquer um pode ler esta mágoa no meu olhar, assim como no olhar de um animal...

      Me dou conta de que eu aprendi a gostar da solidão, por que nela eu me encontro, nela eu cresço, aprendo, amadureço... A minha solidão é na verdade acompanhada... Nunca estou sozinha realmente e olho em volta e vejo pessoas conversando, mãe e filha, marido e esposa, amigos, sei lá e me vejo naquele velho vício humano de imaginar que o pasto do vizinho é mais verde que o nosso,e assim segue o caminho das pedras.... Fazendo uma ferida aqui, outra ali. Cicatrizando e deixando suas marcas profundas para nos lembrar de fazer diferente numa próxima oportunidade....

     Quanto a mim estou no aguardo da nova chance de me desenvolver outra vez em um útero amoroso e traçar meu caminho de uma forma melhor....
Mais espiritualizada um pouco eu acredito que virei, pois já abrirei meus olhos sabendo respeitar  os animais como irmãos.... Creio que o útero que irá me abrigar nesta nova experiência será vegano,  para que eu possa dar continuidade a minha evolução.

E sigo a minha bailanta do esquisito, da solidão acompanhada, de uma alma atormentada por uma mente aprisionada num corpo que não lhe pertence....

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Minha alma sangra

Minha alma sangra, sangra de dor e de horror, sangra de ter que viver num mundo alheio ao outro, onde cada um pensa só em si e segrega os outros a viverem suas mazelas sem ao menos olharem com piedade...

Minha alma sangra por mim mesma, por ser fraca e me deixar levar por quem não tem condições nem mesmo de levar a si próprio.... Pessoa influenciada  por outras que também não são nada , apenas pensam que são, pois ser não é o mesmo que ter... Ser é algo muito grande que nem todos os viventes conseguem alcançar...

Minha alma sangra por viver nesta prisão, neste corpo que me leva, mas que não me conduz onde eu gostaria de estar....
Quem dera além da alma eu pudesse fazer sangrar meu corpo para que assim as pessoas pudessem enxergar um pouco além do que seus próprios interesses.

Dizem, o que os olhos não vêem o coração não sente e eu creio ser por aí... Ninguém nunca vai entender esta alma chorosa, sangrenta e triste, pois isto acontece por dentro.

sábado, 15 de agosto de 2015

A poeira é nociva

Tenho meus momentos irônicos, sarcásticos, engraçadinhos, mórbidos e reflexivos também... E se os posto aqui é por que muitas vezes ele vai de encontro com o pensamento de alguém....
Então, a reflexão do dia hoje seria sobre POEIRA...Poeira em relacionamentos, no trabalho, nas amizades, na vida.... 
Quem não tem poeira espalhada pela casa, pelos móveis, pelos livros e nem se dá conta? Acha normal, um dia ir ali, dar uma sacudida, passar um paninho e aí parece que tá tudo limpinho e portanto "normal", a gente olha e por fora parece tudo bonitinho, limpinho, no lugar, cumprindo a sua finalidade de embelezar alguma coisa.
Mas será que a gente para para pensar que poeira é algo nocivo, que destrói, que dá alergia, que portanto é algo que nem mesmo deveria se deixar acumular em lugar algum?

Imagina só... Um livro lá na estante... Bonitinho, fazendo figuração, tendo a poeira assoprada, passado um paninho, mas nunca aberto... Imaginou? O dia que tu abre, ele está totalmente deteriorado, muitas vezes sem nem mesmo condições de ser restaurado...

Nada existe para ficar de enfeite... As coisas, os relacionamentos existem por um propósito e quando este não é cumprido, ou se descarta, sempre tem alguém que pode dar uma utilidade, ou se se dá conta de que aquilo é necessário, se tenta restaurar, mas um aviso... Nem sempre é possível...

É necessário sacudir a poeira da vida todo amanhecer e em muitas coisas é preciso mesmo nem permitir que ela se acumule, e isto principalmente em relacionamentos, pois neles a poeira quando se instala destrói totalmente a cumplicidade, o carinho, a afetividade.... 

E quando não prestamos atenção e deixamos a poeira tomar conta do relacionamento e ela destrói o amor? Aí não tem mais volta mesmo.... Mas será que quando a poeira está com uma camada grossa onde nem mesmo se consegue enxergar este amor, mas ele está ali embaixo daquela crosta toda, conseguiremos limpar? Seria possível limpar mesmo?? Esta é uma pergunta que não quer calar...

Antigamente víamos relacionamentos de muitos anos, hoje vemos de alguns meses apenas.... Estes relacionamentos duravam, não só por acomodação, mas por amor mesmo! Pois ao invés de trocarem de companheiro quando a poeira começava a ameaçar, eles limpavam a base de uma boa conversa, de respeito e de compreensão.

Pensando nisto, se hoje as pessoas não fossem tão preguiçosas, acomodadas, com certeza seria possível sim retirar a poeira encrostada em cima do amor e haver resgate de momentos maravilhosos 
ao lado do outro.... Só que esta restauração apesar de possível, necessita de muito boa vontade de ambas as partes, de trabalho árduo, e de muito, mas muito afeto e delicadeza... Começar a tirar a poeira com carinho, com doçura, redescobrindo a beleza que existe neste relacionamento que a poeira escondeu... E muitas vezes a surpresa é imensa, pois embaixo desta casca grossa de poeira existem pessoas lindas, com um amor imenso esquecido e jogado no canto...

Portanto, se não quiser perder o que de bom tem na tua vida, não deixa a poeira acumular.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Divagando sobre afetividade

Eu me considero uma pessoa super afetiva, e não só com as pessoas que convivo e sim como qualquer ser vivente... Não importa se é um mendigo ou um cão sarnoso, são seres vivos e portanto dignos de receber a minha afetividade e meu carinho, meu toque, não sinto nojo de tocar, nem pessoas nem animais, qualquer um que deseje receber meu carinho, que queira ter comigo um papo cabeça é bem vindo, e sei que tem muita gente que vai concordar em gênero número e grau.

Se estou hoje tocando neste assunto, não é para me vangloriar por ser assim, afinal sou só humana e os humanos deveriam ser desta forma, e sim para divagar um pouco sobre o tema afetividade...

A afetividade existe, ou não, em relacionamentos diversos, pais e filhos, amigos, namorados, namoradas, maridos, mulheres, amantes, mas noto que muitos dizem que não sabem dar e muito menos receber amor e afeto por que n infância isto não lhe foi ensinado e eu por muito tempo, apesar de ter pena de pessoas assim, as compreendi, afinal como elas dariam algo que não receberam, que não conhecem? Mas eis que descubro que afetividade não se aprende recebendo, ou se é alguém doce e afetivo ou não... Esta teoria do não tive carinho, por isto não sei carinhar nem receber, sou tímido para estas coisas pois não as conheci na infância... Balela!!

Carinho não é algo que se acumula para dar, é algo sim que sentimos vontade de dar e de receber quando amamos as pessoas de verdade sem a necessidade de se explicar os motivos de serem verdadeiras portas!

Descobri também, ou melhor, reafirmei a mim mesma que eu sou movida a afeto... Coisas materiais até são boas, nos proporcionam algumas alegrias, mas que afeto, carinho, toque é fundamental!!

Eu posso ser milionária que se eu não tiver amor, afeto, dedicação tanto para dar como para receber eu serei uma pessoa eternamente infeliz!!